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A Cidade de Belém

Belém, primitivamente ocupada pelos índios Tupinambás, foi fundada no dia 12 de janeiro de 1616, quando o Capitão-Mor Francisco Caldeira Castelo Branco, enviado pela coroa portuguesa para defender o território contra as tentativas de conquista da França, Holanda e Inglaterra, ergueu no encontro dos rios Pará e Guamá o Forte do Presépio, hoje conhecido como Forte do Castelo.

 

No início a cidade era chamada de Feliz Lusitânia. Mais tarde passou a ser chamada de Santa Maria do Grão Pará bem como de Santa Maria de Belém do Grão Pará, até finalmente chegar à denominação atual de Belém e para os mais íntimos, possui o apelido de Cidade das Mangueiras.

 

Com o crescimento da importância da borracha (seringueira - Hevea brasiliensis Müll. Arg.), que gerou o chamado ciclo da borracha, entre o final do século XIX e começo do século XX, Belém atingiu grande importância comercial. Desta época datam construções como o Palácio Lauro Sodré, Colégio Gentil Bittencourt, Teatro da Paz e Palácio Antônio Lemos.

 

Dentre as construções mais importantes e antigas de Belém, destaca-se o Mercado do Ver-O-Peso, fundado em 1688, todo de ferro, construído em Londres e Nova Iorque e transportado em blocos para ser instalado no local onde se encontra, por solicitação da Câmara de Belém, por uma Provisão-Régia com objetivos fiscais. Foi a partir de então que o Porto do “Piri” passou a se chamar o "lugar de ver o peso", entrando a partir daí para a economia formal, nome que a tradição soube preservar.

 

O Ver-O-Peso marca não só a economia local, mas também é porto de referência como ponto de partida para as grandes expedições, como a do naturalista Alexandre Rodrigues Ferreira que, em 1783, em sua primeira expedição científica luso-brasileira à Amazônia, reuniu durante 10 anos uma grande coleção zoológica e etnográfica, além de uma rica iconografia hoje guardada na Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro.

 

Muito da história zoológica, botânica e etnográfica também esta documentada nas coleções do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém, que desde sua fundação, em 1866, concentra suas atividades no estudo científico dos sistemas naturais e socioculturais da Amazônia, bem como na divulgação de conhecimentos e acervos relacionados à região.

 

Atualmente Belém, com cerca de 1,424 milhão de habitantes, ocupa uma área de 51.600ha, onde mais da metade é arquipélago. Partes baixas da cidade e das ilhas sofrem influência diária das marés, enquanto as zonas mais altas alcançam no máximo 14m acima do nível do mar. Belém possui clima quente e muito úmido, com temperatura média de 26º C, umidade relativa do ar de 80 a 90% e precipitação pluvial anual de 2500 a 3000mm. A estação chuvosa, conhecida como “inverno amazônico”, é de dezembro a maio e a seca (verão amazônico) de junho a novembro. 

 

Belém é rica em história, em cultura e em natureza, que pode ser vista na sua forma mais exuberante em cada uma de suas ilhas, verdadeiros paraísos ecológicos que circundam a cidade, como as ilhas de Mosqueiro ou Cotijuba. É rica também em cores, cheiros e sabores, que podem ser sentidos em cada esquina, nas especialidades da culinária mais típica do Brasil, fruto da natureza pródiga, da colonização portuguesa e das heranças indígena e africana.

 

Essa miscigenação, resultante dessas três etnias que formam o processo cultural brasileiro, também se faz presente no artesanato,  no folclore, na religiosidade, nos ritmos e nos traços arquitetônicos, de um lado uma cidade moderna em perfeita harmonia com a natureza, digna de uma metrópole amazônica e, do outro, a arquitetura secular de origem nitidamente portuguesa, com um toque do neoclássico francês.

 

A culinária é excepcional pela sua variedade, com elementos europeus e indígenas, mais ou menos misturados. Apesar do calor da região, muitas comidas são quentes e apimentadas, com caldos de plantas regionais, como o tucupi, que é extraído da mandioca. As frutas, com sabores e cheiros inconfundíveis e desconhecidos para pessoas de regiões não tropicais, podem ser saboreadas in natura ou como sucos e sorvetes de superior qualidade.

 

Belém, a metrópole da Amazônia, além de ser a maior região metropolitana do mundo na região da linha do Equador, foi também a 1ª capital da Amazônia.

 

Cidade das Mangueiras, cidade do cheiro-cheiroso, cidade do açaí, cidade do Círio de Nazaré, a maior procissão católica do mundo, tombado como Patrimônio Imaterial da Humanidade, do inverno com chuva diária que limpa as ruas e alivia o calor tropical, cidade de gente hospitaleira. Belém é uma festa para os olhos e para a alma.


Sejam todos bem vindos a Belém e ao XXVIII Congresso Brasileiro de Zoologia!


Fonte: Paratur e ValeVerde Turismo

 

 

Confira fotos da cidade de Belém

 

 

 

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